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Para fugir do caos aéreo, paulistanos pagam até pacote de férias com jatinho



Já temendo a confusão de fim de ano nos aeroportos, turistas chegam a desembolsar mais de R$ 30 mil para viajar de avião particular alugado .

Nataly Costa .

Quando chegam as férias de fim de ano, quem planeja uma viagem sempre leva em conta a situação dos aeroportos, geralmente caótica nesta época. Voos cancelados, atrasos na decolagem e no pouso, extravio de malas, ameaça de greve de aeroviários. Para quem pode pagar mais para evitar essa chateação, uma viagem de férias sem filas de check-in ou tumulto na esteira de bagagem é possível. Hotéis e empresas de aviação executiva já estão vendendo um novo tipo de pacote: nele, a parte aérea é feita de jatinho.

Funciona assim: por um valor fixo, o cliente embarca em um hangar no Aeroporto de Congonhas - sem passar pelo saguão - e desembarca já dentro do hotel, em uma pista de pouso exclusiva. As malas seguem direto para o quarto, a diária tem café da manhã e jantar inclusos e, na volta, o jatinho está lá esperando no horário combinado. A exclusividade se reflete no preço: um fim de semana não sai por menos de R$ 30 mil por casal.

Um pacote oferecido pela Global Aviation, por exemplo, saindo de São Paulo e pousando dentro do resort Kiaroa, na Península de Maraú, na Bahia, custa exatos R$ 34 mil. A mesma viagem em avião comercial sairia pelo menos 70% mais em conta.

"Mas tem a facilidade, o conforto e a certeza de que vou e volto sem atrasos, cancelamentos e overbooking", diz um executivo que viajou há algumas semanas com a mulher em um pacote com jatinho para a Bahia. "Viajo bastante de avião comercial, mas os voos estão em nível inaceitável, tanto em segurança quanto em atendimento ao passageiro. Os aeroportos brasileiros são de quinta categoria", acrescenta.

Um fim de semana no Club Med de Itaparica, outra praia paradisíaca na Bahia, sai pelo mesmo valor - o hóspede desce na pista de pouso do hotel e recebe as chaves do quarto, enquanto as malas seguem em uma van. Nada de empurrar carrinho de bagagem nem entrar em fila de táxi de aeroporto.

"A procura para o fim de ano está enorme, especialmente por famílias. Os hóspedes já preenchem a ficha de entrada no hotel dentro do avião, não se preocupam com nada", diz o diretor comercial da rede Club Med, Jefferson Munhoz.

Modelo americano. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV-SP), William José Périco, esse tipo de pacote diferenciado ainda vai virar tendência no Brasil. "Nos Estados Unidos já é comum para curtas distâncias. Tem tudo para pegar aqui também."

Fonte: / NOTIMP










The Manhattan Reporter

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