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TAM tem interesse em terminais de aeroportos sob concessão



Carolina Marcondes .

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A companhia aérea TAM descarta totalmente a possibilidade de entrar no leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas (SP) e Brasília (DF) com participação minoritária de 1%, seguindo as regras do pré-edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Entretanto, os dois principais executivos da empresa afirmam que há o interesse em ter terminais próprios de passageiros ou destinados à cargas nestes aeroportos.

De acordo com o pré-edital, as companhias aéreas podem fazer parcerias com os vencedores das concessões para administrarem terminais ou parte deles.

"Guarulhos é o grande hub brasileiro... Brasília é um grande hub doméstico, a TAM é líder lá... e Campinas é muito para cargas", afirmou o presidente da TAM Holding, Marco Antonio Bologna, a jornalistas nesta quinta-feira em evento de aviação no Rio de Janeiro.

"Estamos confiantes de que seremos bem tratados", disse o executivo, lembrando que as companhias aéreas serão clientes das empresas que vencerem o leilão de concessão dos aeroportos.

Segundo Bologna, a falta de interesse da TAM em participar do leilão com 1% de participação vem do fato de que "sempre ficou claro que (a companhia aérea) não participaria da governança e da gestão".

"Não é nosso negócio. Somos uma empresa de capital intensivo", afirmou o presidente da holding, que afirma esperar grande concorrência no certame, inclusive de estrangeiros.

Crescimento no interior

Para o presidente da holding e para o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, o tráfego de passageiros nas cidades brasileiras de média densidade estão mostrando crescimento superior aos grandes centros, embora esses hubs ainda apresentem algum avanco.

"Por isso que nós investimentos na Pantanal (adquirida em 2009). Hoje estamos em nove Estados, com 22 destinos", disse Barroso, citando tambem o acordo de compartilhamento de voos com a Trip, maior companhia aérea regional brasileira, que esta crescendo e, no futuro, pode resultar na compra de 31 por cento do capital da companhia, assunto que permanece "em estudo" e sem prazo para ser definido.

Sobre a fusão com a chilena LAN, que deve criar a Latam, maior companhia aérea da América Latina, com 300 aviões, os executivos mantém a estimativa de conclusão da união até o final do primeiro trimestre de 2012 e de ganhos de sinergias de US$ 400 milhões.

(Com reportagem adicional de Brad Haynes, edição Alberto Alerigi Jr.)

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The Manhattan Reporter

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