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Delta cresce 32% em receita e traz nova configuração na executiva



Leila Melo .

Há 14 anos, a Delta Air Lines iniciava suas operações no Brasil. Era um único voo: Rio de Janeiro/São Paulo/Atlanta/Cincinnati. Hoje, a companhia soma 32 frequências diretas ligando o Brasil ao território norte-americano. "Desde o lançamento da primeira rota em 1997, tivemos lucratividade. Isso foi um bom sinal. E ao longo desse período aumentamos gradativamente nossa oferta.

No final deste ano, vamos crescer ainda mais nossa malha aérea no país", afirmou Luiz Henrique Teixeira, diretor Regional e Assuntos Governamentais da Delta Air Lines no Brasil, em entrevista exclusiva ao MERCADO & EVENTOS nesta terça-feira (22/11), em São Paulo. Em dezembro, a Delta contará com cinco voos diários saindo do Brasil e com destino às cidades de Atlanta, Detroit e Nova York. Em 11 e 14 de dezembro, a Delta transformará as rotas São Paulo-Detroit e Brasília-Atlanta em operação diária. "Antes tínhamos cinco frequências semanais para Detroit e três por semana partindo de Brasília para Atlanta", destacou.

Também neste período, a Delta inaugura a nova configuração da Business Elite (classe executiva) nos voos entre São Paulo e as cidades de Atlanta e Nova York. Com a mudança da aeronave Boeing 767-300 para o modelo 767-400, a Business Elite ganha uma estrutura mais moderna e atual. A Delta será, segundo Teixeira, a primeira empresa aérea que voa para os Estados Unidos a oferecer o conceito de "flat bed". "O passageiro consegue ficar totalmente deitado na poltrona e tem à disposição travesseiros de pena de ganso e edredon. Além disso, reformulamos o kit de amenities e o menu a bordo", explicou o diretor.

A nova configuração começa a funcionar em 13 de dezembro na rota São Paulo-Nova York e em 14 de dezembro nos voos São Paulo-Atlanta. Os clientes da classe econômica, por sua vez, ganharam um up grade em serviço com a "economy comfort". Os assentos têm dez centímetros adicionais entre as fileiras e reclinam 50% a mais que as poltronas da classe econômica padrão da Delta. "A diferença de preço para ter acesso ao Economy Comfort é mínima", acrescentou. Outra novidade é a implantação de sistema de entretenimento em todos os assentos da tradicional classe econômica.

Esse crescimento de oferta se deve, de acordo com Teixeira, ao DNA carismático da companhia. "Sempre posicionamos a Delta como uma empresa de atitudes humanas e disposta a atender bem nossos clientes. Dessa maneira, conquistamos a simpatia do mercado brasileiro e construimos uma relação com as agências de viagens", disse, lembrando que os agentes são responsáveis por mais de 90% das vendas dos bilhetes aéreos da Delta no país. "O agente é o fator de sucesso da Delta no Brasil", ressaltou. O codeshare com a Gol Linhas Aéreas iniciado em fevereiro deste ano também contribuiu para a expansão das operações da Delta em território brasileiro.

"Essa parceria é um de nossos melhores patrimônios. Além da reciprocidade de milhas, a Delta se tornou mais viável no mercado brasileiro. Passamos a alcançar destinos que antes atingíamos em pequenas proporções como o Nordeste", explicou o executivo. Ele lembra que, embora tenha suspendido as rotas que conectavam Atlanta a Fortaleza, Recife e Manaus, essas mesmas cidades são servidas pela empresa por meio do compartilhamento de voos com a Gol. "Não chegamos a perder share nessas regiões. Passamos a operar em Brasília, que, por sua vez, serve de hub para distribuição de passageiros de outras localidades fora do eixo Rio-São Paulo", completou.

Até outubro deste ano, a empresa registrou um incremento de 32% em receita nas operações brasileiras. A ocupação em todas as rotas da Delta saindo do Brasil superam, de acordo com Luiz Henrique Teixeira, os 80%. De Detroit, por exemplo, os passageiros podem realizar conexões para todo o meio oeste americano e para a Ásia. "Para a véspera de Natal, já temos 126 assentos vendidos. Dos 35 lugares na classe executiva, temos apenas para comercialização seis lugares", salientou o diretor.

De Atlanta, a Delta apresenta 1.000 voos diários - 80% do aeroporto é operado pela companhia - e conecta seus passageiros para qualquer lugar dos Estados Unidos, Europa e Ásia. O Brasil já é o quarto destino internacional mais rentável para a Delta Air Lines. O país fica atrás somente do Japão, Alemanha e Inglaterra. "O Brasil é, definitivamente, nossa prioridade para novos investimentos. Temos planos ambiciosos não só para o mercado brasileiro, mas para toda a América Latina. Em 2012, alguns projetos serão concretizados, mas ainda dependemos de aprovações governamentais", adiantou Teixeira. Para o ano que vem, a estimativa da Delta é crescer 20%.

Novos terminais - Em maio do ano que vem, a Delta inaugura um segundo terminal exclusivo em Atlanta. Atualmente, os passageiros provenientes do Brasil descem no terminal E. Com o lançamento do terminal F, a Delta realocará as operações internacionais para esse novo espaço. Já para 2013, a empresa também terá um terminal próprio em Nova York. "Atuamos no terminal 4, mas algumas melhorias estruturais estão sendo feitas como a construção de mais portões de embarque", justificou o diretor. Ao todo, a Delta investe US$ 2 bilhões em aeroportos, produtos, serviços e tecnologia até 2013. "Boa parte desses recursos serão aplicados na instalação de sistema wi fi nos aviões e na reconfiguração de aeronaves como o MD 90", finalizou Teixeira.

Globalmente, a Delta deve chegar ao final deste ano com um faturamento de US$ 1 bilhão. No último trimestre, a empresa obteve a marca de US$ 775 milhões em receita.

Fonte:










The Manhattan Reporter

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