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Lufthansa voa diariamente com biocombustível entre Frankfurt e Hamburgo; teste vai durar seis meses



Airbus A380 .

O A321 “D-AIDG” da Lufthansa voa a serviço do projeto de pesquisa “burnFAIR” desde 15 de julho. Durante seis meses, a aeronave voará quatro vezes por dia de Hamburgo para Frankfurt para testar a utilidade do biocombustível no dia a dia e medir as emissões. A turbina do lado direito é abastecida com 50% de Jet A-1 e 50% de biocombustível, e a do lado esquerdo apenas com Jet A-1. O biocombustível é composto de pinhão manso (jatropha) e linho selvagem (camelina) além de gorduras animais, e tem uma densidade de energia quatro por cento maior que o Jet A-1 puro.

A “avaliação de longo prazo” (seis meses) teve início em 15 de julho no aeroporto Fuhlsbüttel em Hamburgo com o evento “Voo Inaugural com Biocombustível” no portão de embarque 17. Lá, Kay Kratky, presidente da “Frankfurt & Flight Operations”, e Joachim Buse, diretor de projetos da “Aviation Biofuel”, receberam representantes do setor e da política do transporte aéreo, do ramo das pesquisas assim como jornalistas alemães e internacionais. Comandante Nikolai Pointner, chefe da frota A320 Frankfurt, transportou os passageiros do voo LH 013 em segurança para Frankfurt, acompanhado dos dois primeiros-oficiais e membros do projeto “Aviation Biofuel” Jan-Erik Kruse e Daniel Riefer.

“Eu nunca havia visto tamanho tumulto da mídia em torno de um dos meus voos”, disse Pointner depois da chegada em Frankfurt. Daniel Riefer, responsável por responder às perguntas da imprensa no portão de embarque, também acompanhou os jornalistas para assistir ao abastecimento no pátio de manobras: “O carro-tanque com o logotipo Pure-Sky, que vinha diretamente do porto de Hamburgo com a mistura de biocombustível, encostou na aeronave e deu início ao abastecimento dos tanques de combustível da asa direita. Para acelerar o procedimento de abastecimento, os colegas do A320 recebem uma indicação do assim chamado “standard blockfuel’ para a ida e volta de Hamburgo, mas que pode ser ajustada a qualquer momento.“

De resto, a preparação das tripulações para o voo é feitas da mesma forma como para outros voos. O procedimento de abastecimento neste caso, porém, demora 20 minutos a mais, por se tratar de procedimento manual, o que significa um fluxo de combustível de 400 litros por minuto. De acordo com o “standard blockfuel”, os tanques da asa direita são abastecidos com 4,5 toneladas, e, em seguida, os da asa esquerda com o tradicional querosene Jet A-1. Antes do voo inaugural com passageiros, a aeronave foi mais uma vez testada até os últimos detalhes em um voo de verificação funcional abastecido com biocombustível. Foi realizada uma decolagem com empuxo máximo.

Durante o voo, a turbina abastecida com a mistura de biocombustível foi desligada e ligada novamente e as bombas de combustível desligadas. Em todos os testes, afirma Pointner, a turbina teve o mesmo desempenho como se estivesse abastecida com Jet A-1. Informou também que não existem instruções específicas do fabricante para o abastecimento com biocombustível. Pointner: “A mistura de biocombustível tem as mesmas especificações do querosene Jet A-1, ou seja, é tão utilizável quanto o mesmo. Para os pilotos, isto significa que qualquer tripulação A320 pode voar.”

“Nosso principal interesse é verificar o desempenho das duas turbinas no decorrer destes seis meses. Neste período, a Lufthansa Technik realizará regularmente os assim chamados ‘testes borescope‘ que, entre outros, fazem medições comparativas das emissões. Além disso, esperamos obter a prova de que a turbina que opera com a mistura de biocombustível gasta menos combustível”, disse Riefer, membro do projeto “Aviation-Biofuel”. Devido à densidade de energia da mistura de biocombustível um pouco maior, também foram tomadas medidas para o caso de a densidade no avião não ser determinada de forma correta: “Aumentamos artificialmente um pouco o peso do avião e os colegas sabem que têm a bordo, no mínimo, a quantidade de combustível mostrada nos indicadores da cabine de comando.”

Ainda não há, no momento, uma previsão quanto ao início de operação após os seis meses de avaliação de longo prazo e ainda não foi decidido sobre a porcentagem geral de biocombustível a ser utilizada na Lufthansa. Isso já seria perfeitamente permissível depois da autorização do uso da mistura de biocombustível, mas ainda faltaria um voo de teste de longa distância. O maior desafio no futuro, porém, será conseguir a quantidade necessária de biocombustível. Riefer: “Só as 800 toneladas de mistura de biocombustível para o teste, conseguidos por meio da Neste Oil na Finlândia, já foram um desafio.” Riefer se orgulha da priorização dos voos obtida pela Lufthansa por meio do Ministério dos Transportes alemão no DFS (órgão de segurança do tráfego aéreo alemão) e no Eurocontrol. “Conseguimos permissão para que nossos aviões decolem sem ter de determinar o horário de partida e para que recebam atendimento prioritário na sequência de chegadas em Frankfurt e Hamburgo.” Mais informações em www.lufthansa.com

Fonte: Lufthansa










The Manhattan Reporter

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